sexta-feira, 4 de maio de 2007

Realidade Virtual


As capas das principais revistas semanais desta semana deixam muito claro que os grandes veículos de comunicação já optaram por um candidato. Resta saber se estas empresas assumiram ou não esta escolha, pois pregar a isenção dos fatos e não praticá-la é enganar o leitor, da mesma forma que faz um político com seu eleitor, comportamento tão atacado pela mídia.

O governo deve estar tão ocupado com outras coisas, afinal, assunto para resolver é o que não falta (e não se trata da administração do país), que nem está ligando para isso. Nem mesmo o TSE.

As empresas podem alegar que se trata de matérias meramente jornalísticas, indicando o fato de o candidato ter surpreendido na reta final do primeiro turno, contrariando as previsões das pesquisas. Concordo, pois quase ninguém acreditava que haveria um segundo turno. Mas não é de hoje que o tratamento oferecido ao outro candidato só o deixa mais enfraquecido, basta ler os conteúdos de revistas e jornais. Há um desequilíbrio abissal na balança. Por outro lado, existe a tênue linha entre o que é informação e o que é indução. Para bom leitor, meia capa basta.

Claro, é utopia acreditar que a imprensa é isenta. Todos pendem para um lado. Nas faculdades de comunicação alguns (bons) professores ensinam que devemos ser imparciais aos fatos, ouvir os dois lados etc. Claro, no mercado de trabalho seguimos sim estes preceitos (e acreditamos neles). Mas quando estamos diante de uma empresa onde suas posições políticas não são seguidas pelo profissional, fica muito difícil sobreviver no mercado. Esta é uma velha discussão que nunca acaba.

Acredito que sempre se deve lutar por uma informação séria e isenta, mas nunca devemos ser radicais ou você está morto no mercado. Ter posição é válido, só não podemos esconder isso do leitor.

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